Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. (João 1:1)
Quem é Jesus Cristo?
Se quisermos conhecer Jesus, devemos conhecer as Escrituras. Isso certamente se aplica aos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, que foram escritos “para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, crendo nisso, tenham vida em seu nome” (João 20:31).
Refletimos sobre a pessoa de Cristo e suas palavras e ações terrenas em termos de mistério. Sua vida terrena revela sua filiação divina oculta e seu plano para a nossa salvação. Suas parábolas, milagres, sermões e ensinamentos de sabedoria nos ajudam a "ver o nosso Deus tornado visível, e assim somos envolvidos pelo amor ao Deus que não podemos ver". Os Evangelhos nos contam muito do que sabemos sobre Jesus. Em dois dos Evangelhos, lemos sobre seu nascimento na cidade de Belém, filho de uma jovem virgem chamada Maria. Nenhum dos Evangelhos relata muito sobre os primeiros trinta anos de sua vida. Sabemos que ele viveu na cidade de Nazaré com sua mãe e seu pai adotivo, São José, e que aprendeu a ser carpinteiro como seu pai adotivo. Os Evangelhos se concentram principalmente nos eventos de sua vida pública ou ministério, que começou quando ele tinha por volta de trinta anos. Jesus passou os últimos três anos de sua vida viajando pelas terras do antigo Israel, ensinando ao povo sobre o Reino de Deus e confirmando sua identidade como Filho de Deus por meio dos milagres e maravilhas que realizou. Ele reuniu ao seu redor muitos discípulos, dos quais escolheu doze, que se tornaram os Apóstolos.

Nos Evangelhos, vemos e ouvimos Jesus convidar outros a aceitar, viver e compartilhar o Reino de Deus. A proclamação do Reino de Deus era fundamental na pregação de Jesus. O Reino de Deus é a sua presença entre os seres humanos, chamando-os a um novo modo de vida, tanto individualmente quanto em comunidade. Este é um Reino de salvação do pecado e de participação na vida divina. É a Boa Nova que resulta em amor, justiça e misericórdia para o mundo inteiro. O Reino se realiza parcialmente na terra e permanentemente no céu. Entramos neste Reino pela fé em Cristo, pela iniciação batismal na Igreja e pela vida em comunhão com todos os seus membros.
As palavras de Jesus, expressas em suas parábolas, no Sermão da Montanha, em seus diálogos e no discurso da Última Ceia, são chamados à santidade por meio da aceitação do seu Reino e da salvação. Jesus não aboliu a Lei do Sinai, mas a cumpriu (cf. Mateus 5:17-19) com tamanha perfeição (cf. João 8:46) que revelou seu significado último (cf. Mateus 5:23) e redimiu as transgressões contra ela (cf. Hebreus 9:15). Os milagres e outros feitos de Jesus são atos de compaixão e sinais do Reino e da salvação. - Catecismo Católico dos Estados Unidos para Adultos
Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.
Hebreus 13:8
Qual o significado do nome "Jesus"?
Dado pelo anjo no momento da Anunciação, o nome "Jesus" significa "Deus salva". O nome expressa sua identidade e sua missão "porque ele salvará o seu povo dos seus pecados" (Mateus 1:21). Pedro proclamou que "não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (Atos dos Apóstolos 4:12).
Por que Jesus é chamado de "Cristo"?
"Cristo" em grego, "Messias" em hebraico, significa "o ungido". Jesus é o Cristo porque foi consagrado por Deus e ungido pelo Espírito Santo para sua missão redentora. Ele é o Messias esperado por Israel, enviado ao mundo pelo Pai. Jesus aceitou o título de Messias, mas esclareceu o significado do termo: "desceu do céu" (João 3:13), crucificado e ressuscitado, ele é o Servo Sofredor que deu "a sua vida em resgate por muitos" (Mateus 20:28). Do nome Cristo vem o nosso nome: cristão.
Qual o significado do título "Senhor"?
Na Bíblia, esse título designa regularmente Deus como Soberano. Jesus atribuiu a si mesmo esse título e revelou sua soberania divina por meio de seu poder sobre a natureza, sobre os demônios, sobre o pecado e sobre a morte, sobretudo por meio de sua própria Ressurreição.
Os primeiros credos cristãos proclamavam que o poder, a honra e a glória que são devidos a Deus Pai também pertencem a Jesus: Deus "deu-lhe o nome que está acima de todo nome" (Filipenses 2:9). Ele é o Senhor do mundo e da história, o único a quem devemos submeter completamente a nossa liberdade pessoal. - Compêndio do Catecismo da Igreja Católica
Como Jesus Cristo é plenamente Deus e plenamente homem?
Deus se revela a nós por meio da lei natural, por meio de sua criação, por meio de sua Palavra e por meio do Espírito Santo. Jesus Cristo representa a plenitude da Revelação Divina.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:1-3,14
Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: / Ele, embora sendo Deus em sua essência, / não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devesse se apegar; / Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, / assumindo a forma de servo, / tornando-se semelhante aos homens; / e, sendo encontrado em forma humana, / humilhou-se a si mesmo, / tornando-se obediente até a morte, / e morte de cruz. Filipenses 2:5-8
Essa crença em Jesus Cristo como Filho de Deus é o próprio fundamento do Cristianismo e um ensinamento encontrado em todo o Novo Testamento. No prólogo de seu Evangelho, São João enfatizou que Cristo é o Filho consubstancial do Pai. (Consubstancial vem de uma palavra latina que significa "da mesma substância".) Ele fez isso descrevendo Cristo como o Verbo (em grego, Logos) que existe desde toda a eternidade e que é uma Pessoa coexistente com Deus, pois Ele é o próprio Deus (João 1:1). (Cf. CIC 251-252) Como Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo possui a natureza divina de Seu Pai e é eterno. Como Filho da Virgem Maria, Ele assumiu a natureza humana na Encarnação; essa é a mesma natureza humana, herdada de Adão e Eva, que todos nós compartilhamos. Essa união das naturezas humana e divina — sem misturá-las ou confundi-las — na única Pessoa de Jesus Cristo é chamada de união hipostática. Pelo poder de Deus, o Espírito Santo, Deus Filho, assumiu um corpo e uma alma humanos no ventre de sua Mãe. (Cf. CIC 470-471) Como homem perfeito e Deus perfeito, Cristo possui intelecto e vontade humanos, assim como intelecto e vontade divinos. Contudo, sua vontade e intelecto humanos estão unidos à sua vontade e intelecto divinos, de modo que Ele é completamente obediente à vontade divina e, portanto, "semelhante a nós em tudo, exceto no pecado" (Oração Eucarística IV). (Cf. CIC 472-475) Nos primeiros séculos do cristianismo, diversas heresias questionaram a plena humanidade ou a plena divindade de Cristo. Por meio de vários Concílios Ecumênicos, o Magistério refutou essas heresias, confirmando a compreensão de Cristo que ainda possuímos hoje. (Cf. CIC 465-468, 471)
O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 464, aborda essa questão.
-A Bíblia Didaquê
"Mas quem vocês dizem que eu sou?"
(Mateus 16:15)
Quais foram algumas heresias na Igreja primitiva a respeito de Cristo?
[Jesus] perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros ainda, Jeremias ou algum dos profetas." Ele lhes disse: "Mas vocês, quem dizem que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."
Mateus 16:13-16
Nos primeiros séculos do cristianismo, enquanto a Igreja se esforçava para compreender plenamente a identidade de Cristo, o Magistério teve de confrontar diversas heresias que desafiavam a humanidade e a divindade de Cristo. A Igreja ensina, como dogma, que Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, mas foram necessários séculos para que o Magistério formulasse esse ensinamento em linguagem teológica. Surgiram vários ensinamentos falsos, ou heresias, que geraram confusão e exigiram uma resposta oficial. (Cf. CIC 464)
Entre as primeiras heresias, encontravam-se as seguintes:
- O docetismo afirmava que Cristo era puro espírito e que seu corpo físico era uma ilusão. Sustentavam que Cristo não morreu verdadeiramente na cruz, mas que a ilusão de seu corpo era apenas isso: a morte. A Igreja Católica sempre ensinou que Cristo "se encarnou da Virgem Maria e se fez homem" (Credo Niceno) e que "a morte de Cristo foi uma morte real" (CIC 627).
- O arianismo afirmava que Jesus era uma criação altamente exaltada de Deus Pai, mas não eterno ou consubstancial ao Pai. O Primeiro Concílio Ecumênico de Niceia (325 d.C.) afirmou, em resposta, que Cristo foi "gerado, não feito consubstancial ao Pai" (Credo Niceno), ou seja, da mesma substância, natureza ou essência que o Pai. (Cf. Catecismo da Igreja Católica, 465)
- O nestorianismo ensinava que a natureza humana de Cristo estava vagamente ligada à natureza divina do Filho de Deus. O Concílio Ecumênico de Éfeso (431 d.C.) refutou isso, esclarecendo que Cristo possui duas naturezas, humana e divina, e que essas naturezas estavam plenamente unidas em sua Pessoa divina desde a sua concepção, no que chamamos de união hipostática. (Cf. CIC 466)
- O monofisismo ensinava que a humanidade de Cristo foi absorvida por sua divindade, deixando-o com uma natureza puramente divina ou com uma nova mistura de natureza predominantemente divina e uma pequena parte humana. O Concílio Ecumênico de Calcedônia refutou essa heresia (451 d.C.); posteriormente, o Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla (553 d.C.) trouxe novos esclarecimentos a esse ensinamento. (Cf. Catecismo da Igreja Católica 467-468)
O Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 464, aborda essa questão.
-A Bíblia Didaquê
O Sermão da Montanha
O Sermão da Montanha está registrado no Evangelho de Mateus, capítulos 5, 6 e 7 das Sagradas Escrituras. Jesus proferiu esta mensagem no início de seu ministério e é o mais longo dos sermões de Jesus registrados no Novo Testamento.

O Sermão da Montanha é, de longe, a mais longa explicação de Jesus sobre o que significa viver como seu seguidor e servir como membro do Reino de Deus. De muitas maneiras, os ensinamentos de Jesus durante o Sermão da Montanha representam os principais ideais da vida cristã.
Por exemplo, Jesus ensinou sobre temas como oração, justiça, cuidado com os necessitados, aplicação da lei religiosa, divórcio, jejum, julgamento dos outros, salvação e muito mais. O Sermão da Montanha também contém as Bem-aventuranças (Mateus 5:3-12) e a Oração do Senhor (Mateus 6:9-13).
As palavras de Jesus são práticas e concisas; Ele era verdadeiramente um mestre da oratória. No fim, Jesus deixou claro que seus seguidores deveriam viver de uma maneira notavelmente diferente das outras pessoas, porque deveriam se pautar por um padrão de conduta muito mais elevado — o padrão de amor e altruísmo que o próprio Jesus personificaria ao morrer na cruz pelos nossos pecados.
-O'Neal, Sam. "O Sermão da Montanha: Uma Breve Visão Geral." Learn Religions, 25 de agosto de 2020
Jesus não é um mito.
Não é um conto de fadas e
Ele certamente não é uma lenda.
Jesus era tão imponente que está "muito além da capacidade dos homens de inventar".
-Adolf Harnack, historiador (1851-1930)
Nos grandiosos versículos iniciais (chamados de Bem-aventuranças) do Sermão da Montanha, Jesus expõe, de forma concisa, seu programa ético e espiritual. Ele subverte todas as nossas expectativas e preconceitos habituais.
Para sermos “felizes”, realizados, devemos esvaziar o ego, tornar-nos mansos, aprender a sofrer, ansiar não por satisfação egoísta, mas por justiça, trabalhar pela paz e tornar-nos alvos de perseguição.
...Estranho, intrigante, perturbador, contraintuitivo – e a chave para a alegria.
-Bispo Robert Barron
O Sermão da Montanha
(trechos das Sagradas Escrituras, Evangelho de Mateus, capítulos 5-7)
Ele começou a ensiná-los, dizendo: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós quando vos insultarem, perseguirem e disserem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa nos céus. Assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.”
Mateus 5: 1-12

"Vocês são a luz do mundo. Uma cidade construída sobre um monte não pode ser escondida. Nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um alqueire. Ao contrário, coloca-se no lugar apropriado, onde ilumina todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus."
Mateus 5:14-16
Vocês ouviram o que foi dito: 'Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo'. Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos do seu Pai que está nos céus. Porque ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos...
Mateus 5:43-45
Assim vocês devem orar: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas. (Mateus 6:9-13)
“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas acumulem tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”
Mateus 6:19-21

“Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.”
Mateus 7:7-8
“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica será como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e bateram com força contra a casa, e ela não desabou, porque estava alicerçada na rocha. Mas quem ouve estas minhas palavras e não as pratica será como um insensato que construiu a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e bateram com força contra a casa, e ela desabou e ficou completamente arruinada.” Mateus 7:24-27
Quando Jesus terminou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com o seu ensino, pois ele as ensinava como alguém que tinha autoridade, e não como os escribas. Mateus 7:28-29
Como Cristo está verdadeiramente presente na Eucaristia?
A Igreja ensina que Jesus Cristo está verdadeira, real e substancialmente presente — em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade — na Eucaristia. O pão e o vinho consagrados pelo bispo ou sacerdote na Liturgia Eucarística tornam-se o Corpo e o Sangue de Cristo.

Jesus disse [aos judeus]: "Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna... Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida."
João 6:53-55
[Jesus] tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles, dizendo: "Isto é o meu corpo, que será dado por vós; fazei isto em memória de mim."
Lucas 22:19
A Igreja sempre reconheceu a Presença Real de Cristo na Eucaristia. As palavras de Cristo ao instituir este Sacramento na Última Ceia foram inequívocas: "Isto é o meu corpo... Este cálice é a nova aliança no meu sangue" (Lucas 22:19-20). Na Eucaristia, "o corpo e o sangue, juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, todo o Cristo, estão verdadeira, real e substancialmente contidos" (Concílio de Trento [1551]: DS 1651). São Paulo condena a recepção indigna da Eucaristia como uma profanação do próprio Corpo e Sangue de Cristo (cf. 1 Coríntios 11:27-29). Já no século IV, São Cirilo de Jerusalém exortava: "Não vejam no pão e no vinho meros elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o seu Corpo e o seu Sangue: a fé vos assegura disso, ainda que os vossos sentidos digam o contrário." (Cf. CIC 1373, 1375) Esta mudança nas espécies eucarísticas, em que a substância do pão e do vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo, chama-se transubstanciação. Ocorre na consagração durante a Missa, quando o bispo ou sacerdote pronuncia as palavras da consagração sobre o pão e o vinho, como Cristo ordenou. (Cf. CIC 1376-1377, 1411-1413)
Na Eucaristia, Cristo permanece verdadeiramente e totalmente presente sob as aparências de pão e vinho. Ele nos oferece seu Corpo e Sangue na Sagrada Comunhão para sermos nutridos por sua vida divina. A Eucaristia, portanto, não é apenas um símbolo da presença de Cristo, mas também a presença ativa do próprio Cristo, que se entrega a nós incondicionalmente para que nossas vidas se unam intimamente à sua. A Eucaristia é "a perfeição da vida espiritual e o fim para o qual todos os sacramentos tendem" (STh III, 73, 3c). (Cf. CIC 1323-1325)
O Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos 1360 e 1374, aborda essa questão.
-A Bíblia Didaquê, página 1810
Quem está convidado a entrar no Reino de Deus proclamado e instaurado por Jesus?

Todos são convidados por Jesus a entrar no Reino de Deus. Até mesmo o pior dos pecadores é chamado à conversão e a aceitar a infinita misericórdia do Pai. Já aqui na terra, o Reino pertence àqueles que o acolhem com coração humilde. A eles são revelados os mistérios do Reino.
- Compêndio do Catecismo da Igreja Católica





